terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS SERES VIVOS - Proteínas e Enzimas


COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS SERES VIVOS -  Proteínas e Enzimas

Proteínas
  As proteínas são macromoléculas, isto é, moléculas grandes, constituídas por unidades chamadas aminoácidos. Algumas propriedades importantes dos seres vivos estão associadas a elas: a facilitação para a ocorrência de reações químicas (enzimas), o transporte de oxigênio (hemoglobina), a transmissão de informações (hormônios), a composição estrutural das células (membranas, túbulos, etc.), a defesa orgânica (anticorpos), etc.

Classificação das proteínas quanto à função biológica:

  O que distingue uma proteína da outra é o número de aminoácidos, o tipo de aminoácidos e a seqüência na qual eles estão ligados.
  Todos os aminoácidos possuem um átomo de carbono central, ao qual se ligam um grupo carboxila (COOH), que confere caráter ácido, um grupo amina (NH2), que tem caráter básico, um átomo de hidrogênio e um radical R, variável de um aminoácido para outro.
  O radical R pode ser um átomo de hidrogênio, um grupo ou grupos mais complexos, contendo carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre.


  Os animais podem sintetizar aminoácidos a partir de açúcar, graças à transferência do grupo NH2 das proteínas da dieta. Podem, ainda, transformar alguns aminoácidos em outros. Todavia, existem alguns aminoácidos que não podem ser produzidos pelos animais, e precisam ser conseguidos na alimentação. São os aminoácidos essenciais. Aqueles que podem ser sintetizados nas células animais são chamados aminoácidos naturais.

As Reações de Síntese e Hidrólise das Proteínas
  As proteínas, ou cadeias polipeptídicas são formadas pela união entre aminoácidos. As ligações entre os aminoácidos  denominadas ligações peptídicas e ocorrem entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina de outro aminoácido.
 Para o organismo aproveitar as proteínas como fonte de aminoácidos, deve ocorrer ação enzimática na digestão das proteínas, que ocorre no estômago e no intestino, para quebrar as ligações peptídicas.
 Como cada ligação peptídica é formada entre dois aminoácidos, uma proteína com 100 (cem) aminoácidos apresentará 99 (noventa e nove) ligações peptídicas.

As Estruturas das Proteínas
 A seqüência linear de aminoácidos de uma proteína define sua estrutura primária.
 O número de aminoácidos é muito variável de uma proteína para outra:
Insulina bovina 51 aminoácidos
Hemoglobina humana 574 aminoácidos
Desidrogenase glutâmica 8 300 aminoácidos

 O filamento de aminoácidos se enrola ao redor de um eixo, formando uma escada helicoidal chamada alfa-hélice. É uma estrutura estável, cujas voltas são mantidas por pontes de hidrogênio. Tal estrutura helicoidal é a estrutura secundária da proteína.

Desnaturação das Proteínas
  Quando as proteínas são submetidas à elevação de temperatura, a variações de pH ou a certos solutos como a uréia, sofrem alterações na sua configuração espacial, e sua atividade biológica é perdida.   Este processo se chama desnaturação. Ao romper as ligações originais, a proteína sofre novas dobras ao acaso. Geralmente, as proteínas se tornam insolúveis quando se desnaturam.
 Na desnaturação, a seqüência de aminoácidos não se altera e nenhuma ligação peptídica é rompida. Isto demonstra que a atividade biológica de uma proteína não depende apenas da sua estrutura primária, embora esta seja o determinante da sua configuração espacial.
  Algumas proteínas desnaturadas, ao serem devolvidas ao seu meio original, podem recobrar sua configuração espacial natural.  Todavia, na maioria dos casos, nos processos de desnaturação por altas temperaturas ou por variações extremas de pH, as modificações são irreversíveis. A clara do ovo se solidifica e se torna branca, ao ser cozida, mas não se liquefaz nem volta a ser transparente, quando esfria.

As Funções das Proteínas
As proteínas desempenham quatro funções importantes para os seres vivos:
As proteínas estruturais estão presentes em estruturas esqueléticas, como ossos, tendões e cartilagens, unhas, cascos, etc., além da membrana celular.
As proteínas hormonais atuam no metabolismo co-mo mensageiros químicos, como a insulina e o glucágon que controlam a glicemia do sangue e o hormônio de crescimento denominado somatotrofina, secretado pela hipófise.
As proteínas de defesa imunológica são as imunoglobulinas (anticorpos).
As proteínas de ação enzimática (enzimas) são importantes como
catalisadores biológicos favorecendo reações do metabolismo celular, como as proteases, a catalase, a desidrogenase, entre outras.


Enzimas

 As enzimas são responsáveis por catalisar milhares de reações químicas que constituem o metabolismo celu-lar. Os catalisadores são substâncias que interferem na velocidade de uma reação química, sem sofrer alteração. Como todo catalisador, a enzima pode participar de uma reação várias vezes, podendo realizar uma mesma reação química milhares de vezes por segundo.
 Praticamente todas as enzimas são proteínas (exceção é a ribozima). Portanto, sua produção é subordinada ao controle do DNA. É através da produção de enzimas específicas que o DNA comanda todo o metabolismo celular.
Sendo proteínas, quando submetidas a fatores capazes de modificar sua configuração espacial natural, podem perder suas propriedades catalíticas. Algumas enzimas só atuam quando ligadas a um outro composto, chamado co-fator. O co-fator pode ser um metal (Zn, Fe, Mg, Mn, etc.) ou uma molécula orgânica designada por co-enzima. As vitaminas da dieta, geralmente, são co-enzimas.

 As reações químicas ocorrem quando ligações químicas das moléculas reagentes são rompidas e novas ligações são formadas, originando novas moléculas. Para que aconteçam, as moléculas reagentes devem alcançar um nível de energia maior que o normal (estado de transição). A energia necessária para elevar o nível energético dos reagentes a este estado de transição é a energia de
ativação.
 Pode ser comparada à energia necessária para levar uma pedra até o alto de uma montanha, de onde irá rolar.
 Na presença de um catalisador, as moléculas atingem o estado de transição em um nível energético inferior àquele que atingiram na sua ausência. Portanto, os catalisadores aumentam a velocidade da reação porque diminuem a energia de ativação necessária. Quando os produtos são formados, o catalisador se desprende, inalterado.

 As enzimas atuam oferecendo às moléculas dos substratos um local para aderirem e aonde a reação irá se processar. Tal local é o centro ativo.
 A ligação entre o substrato e o centro ativo é muito precisa e específica. A estrutura do centro ativo depende da configuração espacial da enzima. Alterações na estrutura tridimensional da enzima podem torná-la inativa, por impedir o encaixe do substrato no centro ativo. A ligação da enzima com seu substrato tem, portanto, grande especificidade.
  
Fatores que Modificam a Ação Enzimática

Efeito da temperatura
 Sabe-se que a velocidade das reações químicas aumenta com a elevação da temperatura. Todavia, nas reações catalisadas por enzimas, a velocidade tende a diminuir quando a temperatura passa de 35 °C a 40°C. Isso ocorre porque temperaturas elevadas alteram a estrutura secundária, terciária e até quaternária da molécula da enzima, afetando sua configuração espacial. Em temperaturas superiores a 70 °C as reações enzimáticas cessam para os humanos, pois deve ocorrer desnaturação da enzima.
 Existe, portanto, uma temperatura na qual a atividade da enzima é máxima, a temperatura ótima. Nos animais homeotermos, cuja temperatura corporal é constante, a temperatura ótima está entre 35°C e 40 °C. Nos pecilotermos, de temperatura variável, as enzimas atuam em temperatura de 25°C, aproximadamente.

Efeito do pH
 As enzimas têm um pH ótimo no qual sua atividade biológica é máxima. Em valores abaixo (mais ácido) ou acima (mais básico) desse pH, a atividade biológica diminui porque a estrutura tridimensional da enzima se altera. O pH ótimo varia de enzima para enzima.


Os gráficos a seguir mostram como o fator pH influencia na atividade enzimática. 


COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS SERES VIVOS - Carboidratos e Lipídeos



COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS SERES VIVOS - Carboidratos e Lipídeos

Carboidratos

  São os glicídios, açúcares, entre outros nomes. Os carboidratos ou hidratos de carbono são moléculas orgânicas formadas por átomos de carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O).
  Os carboidratos desempenham algumas funções no metabolismo dos seres vivos; uma das mais impor-tantes é a função energética dessas moléculas.
  Os carboidratos são classificados de acordo com o número de moléculas em sua constituição como monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.

Monossacarídeos
 Os monossacarídeos são moléculas orgânicas formadas por átomos de carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O) na proporção 1:2:1, respectivamente, apresentando a fórmula geral (CH2O) n, em que “n” pode variar de 2 a 7.
  Os monossacarídeos mais abundantes são as hexoses com fórmula geral (C6H12O6). Nessa classe, se inclui a glicose, o mais importante combustível para a maioria dos seres vivos. Outras hexoses importantes são a frutose e a galactose.
  Uma outra classe importante dos monossacarídeos são as pentoses com fórmula geral (C5H10O5). As pentoses (desoxirribose e ribose) são os componentes dos ácidos nucléicos (DNA e RNA, respectivamente).

Oligossacarídeos
  Os oligossacarídeos são moléculas orgânicas forma-das pela união de 2 a 20 moléculas de monossacarídeos. Os mais importantes biologicamente são os dissacarídeos.

Polissacarídeos
 São moléculas orgânicas formadas pela união de mais 10 moléculas de monossacarídeos. Os polissacarídeos são abundantes na natureza, podendo ter função biológica de reserva energética, como o amido e o glicogênio ou função estrutural, como a celulose e a quitina.
Polissacarídeos
 São moléculas orgânicas formadas pela união de mais 10 moléculas de monossacarídeos. Os polissacarídeos são abundantes na natureza, podendo ter função biológica de reserva energética, como o amido e o glicogênio ou função estrutural, como a celulose e a quitina.
  O amido é o polissacarídeo de reserva energética dos vegetais. O glicogênio é o polissacarídeo de reserva energética animal, sendo armazenado no fígado e músculos.
  Amido e glicogênio são formados por milhares de moléculas de glicose e para serem aproveitados no metabolismo energético são transformados em moléculas de glicose.
  A celulose é o polissacarídeo presente na membrana celulósica das células vegetais. Está relacionada com a estrutura e forma das células vegetais.
  O aproveitamento da celulose na forma de moléculas de glicose só é possível na presença da enzima celulase, que é produzida por microorganismos como bactérias e protozoários, que vivem mutualisticamente no sistema digestivo de organismos como ruminantes, moluscos e cupins. No ser humano, a presença de celulose na dieta (alimentação) garante o bom funcionamento do intestino, a retenção de água ao bolo fecal, facilitando sua eliminação.
 Nos artrópodes, o polissacarídeo quitina é um mate-rial impermeabilizante do exoesqueleto, garantindo boa adaptação à vida terrestre.
  Nos tecidos animais, a compactação entre as células é facilitada pela presença do polissacarídeo ácido hialurônico (cimento intercelular).
  A heparina também é um importante polissacarídeo que atua na circulação como anticoagulante, principalmente em regiões de grande irrigação como pulmões e fígado.


                                Lipídeos                         

  Os lipídios são moléculas orgânicas formadas pela união de ácidos graxos e um tipo de álcool, que normalmente é o glicerol.
Os lipídios apresentam em sua constituição átomos de carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O), e diferem dos carboidratos por apresentarem menos átomos de oxigênio, podendo ter na sua estrutura, além do ácido graxo e glicerol, átomos de fósforo, colesterol, etc.
  De um modo geral, são substâncias pouco solúveis em água e solúveis em compostos orgânicos como éter, benzeno, clorofórmio e álcool.

Glicerídeos ou triglicerídeos

  São lipídios formados por ácidos graxos e glicerol. Os glicerídeos mais comuns nos seres vivos são as gorduras e os óleos, que funcionam como material de reserva energética nos animais e vegetais. Nos animais as gorduras são encontradas no tecido adiposo e nos vegetais, os óleos são encontrados principalmente nas sementes.
  
As gorduras e os óleos podem ser diferenciados pelo aspecto, localização, origem e pelo tipo de ácido graxo que apresentam – saturado nas gorduras e insaturado no óleo. As gorduras são depositadas no tecido adiposo dos animais, funcionando como material de reserva energética. Um tipo de gordura nos animais que é bem conhecido de todos é o toucinho e o bacon (que é o toucinho defumado) do porco, utilizado na alimentação.
  Os óleos estão depositados mais freqüentemente nas sementes dos vegetais, como, por exemplo, no girassol, na soja, no amendoim, no arroz, no milho e na mamona.
  A partir dos óleos vegetais são produzidas as gorduras vegetais, conhecidas como margarinas, conseguidas por meio de reações de hidrogenação com aquecimento. Na constituição das margarinas, além do óleo vegetal, estão presentes vitaminas, sais minerais e conservantes.

Cerídeos

  São lipídios formados pela união de ácido graxo de cadeia longa (de 14 a 36 átomos de carbono) com um álcool de cadeia longa (de 16 a 30 átomos de carbono).As ceras possuem importância biológica no revesti-mento e proteção de superfícies dos corpos dos seres vivos.
  As ceras revestem as folhas e frutos dos vegetais, diminuindo a taxa de transpiração, pois funcionam como material impermeabilizante.
 As secreções oleosas das glândulas sebáceas protegem a superfície corporal dos mamíferos contra resseca-mento. A secreção oleosa da glândula uropigiana das aves lubrifica as penas, evitando que as mesmas fiquem encharcadas no ambiente aquático.

Fosfolipídeos

  São lipídios complexos formados por ácidos graxos, glicerol e o grupo fosfato.
   Estão presentes nas estruturas da membrana celular.


Esteróides

  São lipídios formados por ácidos graxos e álcoois de cadeia cíclica como o colesterol. Possuem importância metabólica na formação dos hormônios esteróides (testosterona, estrogênio e progesterona), hormônios do córtex da supra-renal (cortisona), calciferol (precursor da vitamina D) e componentes da bile.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS SERES VIVOS - Água e Sais Minerais



COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS SERES VIVOS 
Água e Sais Minerais

Bioquímica Celular

 Dos elementos químicos encontrados na natureza, quatro são encontrados com maior freqüência na composição química dos seres vivos. Esses elementos são o carbono (C), o hidrogênio (H), o oxigênio (O), o nitrogênio (N). Além desses quatro elementos, outros são biologicamente importantes como o sódio (Na), potássio (K), cálcio (Ca), fósforo (P), enxofre (S), entre outros.
  Na composição química das células dos seres vivos, existem dois grandes grupos de substâncias: as inorgânicas e as orgânicas.
  As inorgânicas são a água e os sais minerais. As orgânicas são os carboidratos,lipídios, proteínas e ácidos nucléicos.

Água

  A vida na Terra começou na água e, ainda hoje, a ela se associa. Só há vida onde há água. Alguns dos principais papéis da água nos seres vivos são:
1) Solvente da maioria dos solutos, o que permite a ocorrência das reações químicas (é chamada solvente universal).
2) As reações catalisadas por enzimas só ocorrem na água. Em algumas reações, a água participa também como substrato (reações de hidrólise).
3) As substâncias se distribuem pelo interior da célula graças ao contínuo fluxo de água no seu interior (ciclose).
4) Os sistemas de transporte dos animais (sistema circulatório) e dos vegetais (vasos condutores) usam a água como meio de distribuição de substâncias.
5) Devido ao seu elevado calor específico, a abundante presença de água nos seres vivos impede grandes variações de temperatura.
6) Age como lubrificante nas articulações, nos olhos e, misturada aos alimentos, como saliva, facilita a deglutição.
  A água é a substância mais abundante em todos os seres vivos. No homem, representa cerca de 65% de sua massa. A proporção varia de uma espécie para outra (mais de 95% da massa dos celenterados), de acordo com a idade (diminui com o envelhecimento) e com a atividade metabólica. No homem, perdas maiores que 15% da massa de água (desidratação) podem ter conseqüências graves, pela diminuição do volume de líquido circulante.

Sais Minerais

  Como a célula é um meio aquoso, não se encontram sais minerais, mas íons inorgânicos. Alguns deles são encontrados em todos os seres vivos.
  Algumas ações são exercidas especificamente por alguns íons:
Cálcio: participa da estrutura das membranas, dos cromossomos, do esqueleto dos vertebrados, da contração muscular e da coagulação do sangue.
Ferro: faz parte das moléculas dos citocromos, componentes da respiração celular, e da molécula da hemoglobina, pigmento transportador de O2 do sangue.
Magnésio: encontrado na molécula da clorofila, pigmento fotossintetizante dos vegetais.
Fosfato: importante componente da estrutura do ATP e dos nucleotídeos do DNA e do RNA.
Iodo: faz parte da estrutura dos hormônios (tiroxina e tri-iodotironina) secretados pela tireóide dos vertebrados.
Sódio e Potássio: atuam no equilíbrio iônico da célula, principalmente na condução de impulsos nervosos.
Zinco, Cobre e Cobalto: atuam como co-enzimas em alguns processos.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CARACTERÍSTICAS DISTINTAS ENTRE CÉLULA PROCARIONTES E EUCARIONTES.


CARACTERÍSTICAS DISTINTAS ENTRE CÉLULA PROCARIONTES E EUCARIONTES.

Célula Procariótica

Se caracterizam pela pobreza de membrana plasmática e não possuem uma membrana envolvendo os cromossomos, separando-os do citoplasma.
Os seres vivos que constituem esse grupo de células são denominados procariotas, compreendendo principalmente as bactérias, e algumas algas (cianofíceas e algas azuis) – também consideradas bactérias.
Por sua simplicidade estrutural e rapidez na multiplicação, a célula Escherichia coli é a célula procarionte mais bem estudada. Ela tem forma de bastão, possuindo uma membrana plasmática semelhante à de células eucariontes. Por fora dessa membrana existe uma parede rígida, constituída por um complexo de proteínas e glicosaminoglicanas. Esta parede tem como função proteger a bactéria das ações mecânicas.

As células procariontes não se dividem por mitose e seus filamentos de DNA não sofrem o processo de condensação que leva à formação de cromossomos visíveis ao microscópio óptico, durante a divisão celular.
As células procariontes que realizam fotossíntese, possui em seu citoplasma, algumas membranas, paralelas entre si, e associadas a clorofila ou a outros pigmentos responsáveis pela captação de energia luminosa.
Na célula, o ambiente geral de trabalho é conhecido como citoplasma. Nele ocorrem reações químicas vitais para a célula. O mesmo é constituído de: Hialoplasma (H2O e substâncias dissolvidas e Conjunto de organóides (põe a célula em funcionamento).

 Tabela 1. As organelas podem ser divididas em:
ORGANELAS MEMBRANOSAS
(de constituição lipoprotéica, como na membrana plasmática)
NÃO MEMBRANOSAS
Retículo endoplasmático (liso e rugoso), mitocôndria, complexo de Golgi, lisossomos, peroxissomos, cloroplasto e vacúolos.
Ribossomos e centríolos.

Células eucariótica

São mais evoluídas e complexas estruturalmente, possuem membranas, compartimentos internos, organelas e inclusões no citoplasma. O material genético das células é revestido por membrana, organizado em cromossomos e associado a proteínas.
A principal diferença entre células procariontes e eucariontes, é que esta última possui um extenso sistema de membrana cria e microrregiões que contêm moléculas diferentes e executam funções especializadas.
Esses dois grupos de organismos, os procariontes e os eucariontes agora citados possuem diferenças analisando seu nível celular. A seguir, podemos observar através da tabela que se segue:

Tabela 2. Características das células distintas
CARACTERÍSTICAS
CÉLULA PROCARÓTICA
CÉLULA EUCARIÓTICA
Tamanho
0,5 a 5 μm de diâmetro
Cerca de 40 μm de diâmetro e em média 1000 a 10000 vezes o volume da célula Procariótica.
Parede celular
Rígida, constituída por polissacarídeos com aminoácidos
Apenas nas plantas e fungos, constituída por celulose e quitina respectivamente. Rígida.
Material genético
Em contacto com o citoplasma e sem qualquer invólucro nuclear
Possui núcleo e um ou mais nucléolos.
Organelos
Sem organelos membranares, com muitos ribossomas
Vários tipos de organelos membranares (mitocôndrias, retículo, complexo de Golgi).
Estruturas respiratórias
Hialoplasma e membrana plasmática
Hialoplasma e mitocôndrias
Fotossínteses
Sem cloroplastos, mas ocorre por vezes em lamelas fotossintéticas.
Dá-se nos cloroplastos (apenas nas células vegetais).
Flagelos
Organelas locomotoras simples apenas ligadas à superfície da célula.
Organelas locomotoras complexos envoltos na membrana plasmática.


Tabela 2.1. Organização celular dos dois grupos (procariontes e eucariontes) 
Células procariontes
Células eucariontes
Envoltório nuclear
Ausente
Presente
DNA
Desnudo
Combinado com proteínas
Cromossomas
Únicos
Múltiplos
Nucléolos
Ausentes
Presentes
Divisão
Fusão binária
Mitose e meiose
Ribossomas
70S* (50S + 30S)
80S (60S + 40S)
Endomembranas
Ausentes
Presentes
Mitocôndrias
Ausentes
Presentes
Cloroplastos
Ausentes
Presentes em células vegetais
Parede celular
Não celulósica
Celulósica em células vegetais
Exocitose e endocitose
Ausentes
Presentes
Citoesqueleto
Ausente
Presente
*S corresponde a unidades Sverdberg de sedimentação, que depende do tamanho molecular. Quadro retirado do livro: DE ROBERTIS - HIB - Bases da Biologia Celular e Molecular, 3ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 

Conclusão

As células procariontes são assim designadas em razão da carência de membrana nuclear, ao contrário das eucariontes.  Com essa e as demais diferenças analisadas conclui-se que as Procarióticas possuem uma organização primitiva, pouco desenvolvidas. Por exemplo, o seu núcleo não é organizado em torno de uma membrana é "disperso" ao citoplasma. Já as eucariontes, possuem carioteca, membrana que delimita a região do núcleo celular, desta forma essas células são mais desenvolvidas em questão desta organização.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017



Desafio do Cientista - Descobrir os Mistérios da Origem da Vida na Terra



Caro aluno, nesta texto você irá atuar como um cientista, pois iremos conhecer, analisar e interpretar fatos sobre a Origem e História da vida na Terra segundo uma perspectiva evolutiva, percorrendo os fenômenos envolvidos na origem da Terra e das diferentes formas de vida. Assim, pelo ensino de uma Biologia dinâmica e histórica que traz a dimensão do tempo geológico para explicar a vida na Terra, explicando o passado e, talvez, prevendo o futuro, favoreceremos uma visão científica nos eventos ocorridos durante os 4,6 bilhões de anos da Terra.
         Você pode observar na figura 1 que as Ciências Biológicas, para demonstrar as possibilidades e limites da visão científica, buscam fatos para estudar e tirar conclusões. Dessa forma, uma maneira que usamos para mostrar as características da visão científica sobre a Origem da Vida é compará-las a outras visões sobre essa questão, no caso da figura 1 a ciência e a religião:


Figura 1. O método científico e o método criacionista
Fonte: http://www.bulevoador.com.br/2012/11/o-conflito-criacionista-e-evolucionista-no-brasil/

     Você pode fazer uma comparação entre o método científico e o empírico. Portanto, as Ciências Naturais trabalham com o método científico para dar uma explicação para um fato. Fundamentados em conhecimentos da Cosmologia, Química, Física e Biologia, estes estudos científicos sustentam hipóteses e cenários para as origens do Universo (cosmo), da Terra, da vida e do homem. 
Você, como estudante da disciplina de Biologia irá, através da observação de fatos e imagens, atuar como um cientista para desvendar os mistérios da origem da Vida. Poderá entender que, através dos estudos realizados por vários cientistas, estes estudiosos calcularam a idade do planeta  Terra, bem como os processos envolvidos na sua formação. Dessa forma estima-se que a Terra tenha sofrido um bombardeio fatal de meteoros que terminou entre 3,8 e 3,9 bilhões de anos no passado.
Você observa na figura que, à medida que a terra derretida começou a esfriar, violentas tempestades apareceram acompanhadas de relâmpagos e descargas elétricas.
E um vulcanismo expeliu rocha derretida e água fervente vindas das camadas inferiores da crosta terrestre. Não existia água líquida, pois as precipitações vindas das altas camadas da atmosfera evaporavam-se pelo caminho ou ao tocarem as rochas. Por fim, deve ter chovido durante milênios antes de se formarem os primeiros oceanos e propiciar o desenvolvimento do primeiro ser vivo. Será? Vamos continuar pesquisando:
                   
Figura 2. Formação da Terra
Fonte:http://luzecalor.blogspot.com.br/2012/07/o-gene-egoista-2-richard-dawkins.html

Então, como cientistas, vamos continuar a nossa busca para descobrir a origem da vida na Terra. Observe na figura 3, quais foram as principais ideias para explicar a origem do primeiro ser vivo: 
Na década de 1930, o cientista russo Aleksandr I. Oparin e o escocês John B.S.Haldane chegaram à mesma conclusão: nas condições da Terra primitiva a vida poderia ter surgido da matéria sem vida ao longo de um grande período de tempo. Vamos analisar essa teoria?
1) A composição da atmosfera primitiva era diferente da atual. Não havia oxigênio e nitrogênio; existia amônia (NH3), metano (CH4), vapor d´água (H2 O), e Hidrogênio (H2);
2) Radiações ultravioletas, descargas elétricas e temperaturas elevadas fizeram com que esses compostos se combinassem, formando as primeiras moléculas orgânicas (proteinóides ou aminoácidos);
3) Compreenda que a diferença essencial entre matéria viva e matéria bruta está principalmente na maneira como esses elementos (C, H, O, N) combinam-se (organização molecular). Se, no passado, na Terra existissem condições adequadas, então, a vida poderia ter surgido a partir desses elementos químicos, você concorda?
4) Quando a temperatura do solo diminuiu, surgiram os mares e esses proteinóides continuaram combinando-se, formando moléculas mais complexas (coacervados) ou substâncias albuminoides, ou seja, combinações, geralmente de carbono, oxigênio, hidrogênio, azoto e enxofre, que formam a parte essencial das células.
5) Entenda que os coacervados ainda não seriam seres vivos, mas sim aglomerados de proteinóides que se manteriam juntos, mergulhados no líquido (sopa nutritiva dos oceanos) circundante em forma de pequenas esferas (microesferas), mas em processo de transformação contínua, atingindo um grau de complexidade bastante grande.
6) Isso explicaria como surgiram as primeiras moléculas constituintes dos seres
Vivos e do seu isolamento do ambiente, formando uma estrutura pré-biológica, as nucleoproteínas.
        7) Preste atenção! Os aglomerados de matéria orgânica, os coacervados não eram seres vivos! Somente a partir do momento que eles puderam se reproduzir foram chamados de seres vivos.
         8) Agora, você como cientista, pode considerar o coacervado ou microesferas que tivessem aprisionando proteínas enzimáticas e uma molécula de ácido nucléico (originada das sínteses de moléculas orgânicas da atmosfera primitiva) como o primeiro ser vivo ou célula primitiva. Ele seria capaz de realizar metabolismo (nutrição), de reproduzir-se, de apresentar hereditariedade e de evoluir.
Retornando mais uma vez a discussão sobre o primeiro ser vivo teria surgido de matéria não viva.
Estudos atuais são sobre o surgimento da primeira macromolécula capaz de gerar a vida. Essa macromolécula deveria apresentar a característica de se autoduplicar. Que molécula seria essa?

 Figura 3. Condições da Terra primitiva e origem da primeira célula.
Fonte: http://djalmasantos.wordpress.com/2011/04/03/testes-sobre-a-origem-da-vida-23/

Assim, até hoje os cientistas ainda não encontraram respostas para a pergunta, Como surgiu a vida pela primeira vez? O mistério continua...
Entenda ainda que, para estudar a origem da vida, os cientistas encontraram fósseis, que são restos ou vestígios de seres vivos (exemplo: um fragmento de osso), ou simples vestígios (exemplo: pegadas) de espécies que viveram em tempos passados. Os fósseis ajudam na compreensão das contínuas modificações sofridas pelas espécies através dos séculos.