quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017



Desafio do Cientista - Descobrir os Mistérios da Origem da Vida na Terra



Caro aluno, nesta texto você irá atuar como um cientista, pois iremos conhecer, analisar e interpretar fatos sobre a Origem e História da vida na Terra segundo uma perspectiva evolutiva, percorrendo os fenômenos envolvidos na origem da Terra e das diferentes formas de vida. Assim, pelo ensino de uma Biologia dinâmica e histórica que traz a dimensão do tempo geológico para explicar a vida na Terra, explicando o passado e, talvez, prevendo o futuro, favoreceremos uma visão científica nos eventos ocorridos durante os 4,6 bilhões de anos da Terra.
         Você pode observar na figura 1 que as Ciências Biológicas, para demonstrar as possibilidades e limites da visão científica, buscam fatos para estudar e tirar conclusões. Dessa forma, uma maneira que usamos para mostrar as características da visão científica sobre a Origem da Vida é compará-las a outras visões sobre essa questão, no caso da figura 1 a ciência e a religião:


Figura 1. O método científico e o método criacionista
Fonte: http://www.bulevoador.com.br/2012/11/o-conflito-criacionista-e-evolucionista-no-brasil/

     Você pode fazer uma comparação entre o método científico e o empírico. Portanto, as Ciências Naturais trabalham com o método científico para dar uma explicação para um fato. Fundamentados em conhecimentos da Cosmologia, Química, Física e Biologia, estes estudos científicos sustentam hipóteses e cenários para as origens do Universo (cosmo), da Terra, da vida e do homem. 
Você, como estudante da disciplina de Biologia irá, através da observação de fatos e imagens, atuar como um cientista para desvendar os mistérios da origem da Vida. Poderá entender que, através dos estudos realizados por vários cientistas, estes estudiosos calcularam a idade do planeta  Terra, bem como os processos envolvidos na sua formação. Dessa forma estima-se que a Terra tenha sofrido um bombardeio fatal de meteoros que terminou entre 3,8 e 3,9 bilhões de anos no passado.
Você observa na figura que, à medida que a terra derretida começou a esfriar, violentas tempestades apareceram acompanhadas de relâmpagos e descargas elétricas.
E um vulcanismo expeliu rocha derretida e água fervente vindas das camadas inferiores da crosta terrestre. Não existia água líquida, pois as precipitações vindas das altas camadas da atmosfera evaporavam-se pelo caminho ou ao tocarem as rochas. Por fim, deve ter chovido durante milênios antes de se formarem os primeiros oceanos e propiciar o desenvolvimento do primeiro ser vivo. Será? Vamos continuar pesquisando:
                   
Figura 2. Formação da Terra
Fonte:http://luzecalor.blogspot.com.br/2012/07/o-gene-egoista-2-richard-dawkins.html

Então, como cientistas, vamos continuar a nossa busca para descobrir a origem da vida na Terra. Observe na figura 3, quais foram as principais ideias para explicar a origem do primeiro ser vivo: 
Na década de 1930, o cientista russo Aleksandr I. Oparin e o escocês John B.S.Haldane chegaram à mesma conclusão: nas condições da Terra primitiva a vida poderia ter surgido da matéria sem vida ao longo de um grande período de tempo. Vamos analisar essa teoria?
1) A composição da atmosfera primitiva era diferente da atual. Não havia oxigênio e nitrogênio; existia amônia (NH3), metano (CH4), vapor d´água (H2 O), e Hidrogênio (H2);
2) Radiações ultravioletas, descargas elétricas e temperaturas elevadas fizeram com que esses compostos se combinassem, formando as primeiras moléculas orgânicas (proteinóides ou aminoácidos);
3) Compreenda que a diferença essencial entre matéria viva e matéria bruta está principalmente na maneira como esses elementos (C, H, O, N) combinam-se (organização molecular). Se, no passado, na Terra existissem condições adequadas, então, a vida poderia ter surgido a partir desses elementos químicos, você concorda?
4) Quando a temperatura do solo diminuiu, surgiram os mares e esses proteinóides continuaram combinando-se, formando moléculas mais complexas (coacervados) ou substâncias albuminoides, ou seja, combinações, geralmente de carbono, oxigênio, hidrogênio, azoto e enxofre, que formam a parte essencial das células.
5) Entenda que os coacervados ainda não seriam seres vivos, mas sim aglomerados de proteinóides que se manteriam juntos, mergulhados no líquido (sopa nutritiva dos oceanos) circundante em forma de pequenas esferas (microesferas), mas em processo de transformação contínua, atingindo um grau de complexidade bastante grande.
6) Isso explicaria como surgiram as primeiras moléculas constituintes dos seres
Vivos e do seu isolamento do ambiente, formando uma estrutura pré-biológica, as nucleoproteínas.
        7) Preste atenção! Os aglomerados de matéria orgânica, os coacervados não eram seres vivos! Somente a partir do momento que eles puderam se reproduzir foram chamados de seres vivos.
         8) Agora, você como cientista, pode considerar o coacervado ou microesferas que tivessem aprisionando proteínas enzimáticas e uma molécula de ácido nucléico (originada das sínteses de moléculas orgânicas da atmosfera primitiva) como o primeiro ser vivo ou célula primitiva. Ele seria capaz de realizar metabolismo (nutrição), de reproduzir-se, de apresentar hereditariedade e de evoluir.
Retornando mais uma vez a discussão sobre o primeiro ser vivo teria surgido de matéria não viva.
Estudos atuais são sobre o surgimento da primeira macromolécula capaz de gerar a vida. Essa macromolécula deveria apresentar a característica de se autoduplicar. Que molécula seria essa?

 Figura 3. Condições da Terra primitiva e origem da primeira célula.
Fonte: http://djalmasantos.wordpress.com/2011/04/03/testes-sobre-a-origem-da-vida-23/

Assim, até hoje os cientistas ainda não encontraram respostas para a pergunta, Como surgiu a vida pela primeira vez? O mistério continua...
Entenda ainda que, para estudar a origem da vida, os cientistas encontraram fósseis, que são restos ou vestígios de seres vivos (exemplo: um fragmento de osso), ou simples vestígios (exemplo: pegadas) de espécies que viveram em tempos passados. Os fósseis ajudam na compreensão das contínuas modificações sofridas pelas espécies através dos séculos.

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