domingo, 12 de janeiro de 2014

Os ecossistemas

Um ecossistema é uma unidade biológica constituída por todos os organismos (bióticos e abióticos) que compõem o ambiente em que vivem e que interagem de diversas maneiras. Com o passar dos anos, as espécies tendem a se adaptar às necessidades umas das outras, mudam, coevoluem – coevolução é outro princípio da natureza. Nessa coevolução existe uma cadeia alimentar entre as espécies, sendo umas produtoras e outras consumidoras.
Como a fonte primária que ingressa na biosfera vem do sol, os organismos fotossintéticos, são os primeiros capazes de ter autonomia metabólica (auxotróficos) e são chamados de produtores. A conversão de 3% da energia eletromagnética em energia química realizada pelas plantas fotossintéticas, resulta na absorção de CO2 e desprendimento de O2 da atmosfera e a síntese de carboidrato.
Porém nem todos os participantes dos ecossistemas são capazes de realizar a fotossíntese! Por isto, durante a evolução das espécies, surgiu uma cadeia alimentar em que os carnívoros ocupam o topo, como predadores: as pastagens se desenvolvem e os consumidores primários (herbívoros) comem os produtores primários (plantas); um carnívoro, que come um herbívoro, é um consumidor secundário e assim sucessivamente.
Em média, somente 10% da energia transferida em cada nível são armazenados em tecidos; o restante é usado no metabolismo do organismo. A parte não assimilada voltará ao sistema como resíduo e será decomposta pelos decompositores.

Mudanças nos ecossistemas provocadas pelas atividades antrópicas

Os variados ecossistemas fornecem paisagens múltiplas que, quando associadas, formam um mosaico de ambientes complementares, favorecendo assim a sua utilização para vários fins: alimentação, reprodução, abrigo e proteção dos animais. 
A heterogeneidade desses ecossistemas garante também a continuidade e a manutenção de serviços ecológicos essenciais, como a ciclagem de nutrientes no solo e da água no ambiente, reunindo, de forma geral, todos os ciclos biogeoquímicos. Todo esse acervo natural foi sendo construído lentamente, a partir de inúmeras modificações climáticas e de processos geomorfológicos distintos.
A ação humana vem a cada ano alterando os habitats naturais de inúmeras espécies animais e vegetais pela ocupação urbana, pelo aumento de fronteira agrícola, pelo represamento de rios, por queimadas ou mesmo por meio de fatores ambientais como aumento de processos erosivos, aumento de influência dos fatores climáticos (temperatura, ação do vento etc.).
Os resultados imediatos dessas alterações são: redução de área dos ecossistemas com consequente diminuição e, em alguns casos, eliminação total de habitats. A perda de área pode vir a excluir imediatamente algumas espécies, se elas forem raras, endêmicas ou especialistas de habitat. Além do mais, as espécies remanescentes ficam mais vulneráveis à extinção, devido principalmente aos impactos ocasionados pela intervenção humana.

Sucessão ecológica

Os ecossistemas existem em um estado de fluxo contínuo. Indivíduos nascem e morrem e a energia transita pelos ecossistemas com aparente perpetuação das comunidades de plantas e animais daquele habitat. Quando o meio ambiente é alterado – uma floresta derrubada, um campo queimado, um tsunami inunda uma cidade –, o ecossistema lentamente se reconstrói, mas a reconstrução pode levar uma centena de anos, quando se trata de solo e uma comunidade de plantas. A sequência de mudanças iniciadas pela perturbação é chamada de sucessão. Uma característica de todo ecossistema é que suas estruturas – especialmente a vegetação – estão em constantes mudanças em resposta às mudanças no meio ambiente. Como já vimos, a flexibilidade de um ecossistema está relacionada à sua biodiversidade, à riqueza e complexidade de suas teias ecológicas e de suas redes de relações. A disputa entre as espécies com diferentes adaptações para obtenção de luz, alimento, espaço, proteção são mudanças naturais.

 Ecossistemas e empresas - o que têm em comum?

Podemos traçar analogias entre o funcionamento das cadeias alimentares e as organizações humanas, cujas empresas possuem histórias conjuntas com seus consumidores e fornecedores. Somos consumidores, enquanto as empresas são produtores. Consumidores mais conscientes do ponto de vista socioambiental provocam verdadeiras mudanças em empresas que, ao se tornarem socialmente responsáveis, passam a provocar mudanças nos seus fornecedores e a cadeia toda passa por transformações.                               
O desenvolvimento sustentável requer flexibilidade tanto das empresas, quanto dos fornecedores e do mercado consumidor. Algumas mudanças de hábito na escolha dos produtos consumidos podem impor novas práticas para empresas produtoras, que escolherão melhor seus fornecedores, formando uma cadeia sustentável! 
Decisões de grande escala só podem ser tomadas pelo Estado ou empresas, mas existem pequenas atitudes individuais que também fazem diferença. Do mesmo modo que pequenos fatores criam grandes problemas climáticos, indivíduos que lutam contra esses fatores podem evitar os efeitos negativos do aquecimento global. Energia elétrica e combustíveis são pontos-chave, assim como hábitos de consumo e informação.

 O Brasil é considerado, segundo o Relatório Nacional para a Conservação sobre Diversidade Biológica (1998), “o país mais rico do mundo em biodiversidade ”. Isso não é incrível? Você consegue imaginar o tamanho de nossa responsabilidade para gerir todo esse patrimônio?

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