Os ecossistemas
Um ecossistema é uma unidade biológica constituída por todos os
organismos (bióticos e abióticos) que compõem o ambiente em que vivem e
que interagem de diversas maneiras. Com o passar dos anos, as espécies
tendem a se adaptar às necessidades umas das outras, mudam, coevoluem – coevolução é
outro princípio da natureza. Nessa coevolução existe uma cadeia
alimentar entre as espécies, sendo umas produtoras e outras
consumidoras.
Como a fonte primária que ingressa na biosfera vem do sol, os
organismos fotossintéticos, são os primeiros capazes de ter autonomia
metabólica (auxotróficos) e são chamados de produtores. A
conversão de 3% da energia eletromagnética em energia química realizada
pelas plantas fotossintéticas, resulta na absorção de CO2 e desprendimento de O2 da atmosfera e a síntese de carboidrato.
Porém nem todos os participantes dos ecossistemas são capazes de
realizar a fotossíntese! Por isto, durante a evolução das espécies,
surgiu uma cadeia alimentar em que os carnívoros ocupam o topo, como
predadores: as pastagens se desenvolvem e os consumidores primários (herbívoros) comem os produtores primários (plantas); um carnívoro, que come um herbívoro, é um consumidor secundário e assim sucessivamente.
Em média, somente 10% da energia transferida em cada nível são
armazenados em tecidos; o restante é usado no metabolismo do organismo. A
parte não assimilada voltará ao sistema como resíduo e será decomposta
pelos decompositores.
Mudanças nos ecossistemas provocadas pelas atividades antrópicas
Os variados ecossistemas
fornecem paisagens múltiplas que, quando associadas, formam um mosaico
de ambientes complementares, favorecendo assim a sua utilização para
vários fins: alimentação, reprodução, abrigo e proteção dos animais.
A heterogeneidade desses ecossistemas garante também a
continuidade e a manutenção de serviços ecológicos essenciais, como a
ciclagem de nutrientes no solo e da água no ambiente, reunindo, de forma
geral, todos os ciclos biogeoquímicos. Todo esse acervo natural foi
sendo construído lentamente, a partir de inúmeras modificações
climáticas e de processos geomorfológicos distintos.
A ação humana vem a cada ano alterando os habitats naturais
de inúmeras espécies animais e vegetais pela ocupação urbana, pelo
aumento de fronteira agrícola, pelo represamento de rios, por queimadas
ou mesmo por meio de fatores ambientais como aumento de processos
erosivos, aumento de influência dos fatores climáticos (temperatura,
ação do vento etc.).
Os resultados imediatos dessas alterações são: redução de área dos
ecossistemas com consequente diminuição e, em alguns casos, eliminação
total de habitats. A perda de área pode vir a excluir imediatamente algumas espécies, se elas forem raras, endêmicas ou especialistas de habitat.
Além do mais, as espécies remanescentes ficam mais vulneráveis à
extinção, devido principalmente aos impactos ocasionados pela
intervenção humana.
Sucessão ecológica
Os ecossistemas existem em um estado de fluxo contínuo. Indivíduos
nascem e morrem e a energia transita pelos ecossistemas com aparente
perpetuação das comunidades de plantas e animais daquele habitat. Quando o meio ambiente é alterado – uma floresta derrubada, um campo queimado, um tsunami
inunda uma cidade –, o ecossistema lentamente se reconstrói, mas a
reconstrução pode levar uma centena de anos, quando se trata de solo e
uma comunidade de plantas. A sequência de mudanças iniciadas pela
perturbação é chamada de sucessão. Uma característica de todo
ecossistema é que suas estruturas – especialmente a vegetação – estão em
constantes mudanças em resposta às mudanças no meio ambiente. Como já vimos, a flexibilidade de um ecossistema está relacionada à sua biodiversidade, à riqueza
e complexidade de suas teias ecológicas e de suas redes de relações. A disputa entre as espécies com diferentes adaptações para obtenção de luz, alimento, espaço, proteção são mudanças naturais.
Ecossistemas e empresas - o que têm em comum?
Podemos traçar analogias entre o funcionamento das cadeias
alimentares e as organizações humanas, cujas empresas possuem histórias
conjuntas com seus consumidores e fornecedores. Somos consumidores,
enquanto as empresas são produtores. Consumidores mais conscientes do
ponto de vista socioambiental provocam verdadeiras mudanças em empresas
que, ao se tornarem socialmente responsáveis, passam a provocar mudanças
nos seus fornecedores e a cadeia toda passa por transformações.
O desenvolvimento sustentável requer flexibilidade tanto
das empresas, quanto dos fornecedores e do mercado consumidor. Algumas
mudanças de hábito na escolha dos produtos consumidos podem impor novas
práticas para empresas produtoras, que escolherão melhor seus
fornecedores, formando uma cadeia sustentável!
Decisões
de grande escala só podem ser tomadas pelo Estado ou empresas, mas
existem pequenas atitudes individuais que também fazem diferença. Do
mesmo modo que pequenos fatores criam grandes problemas climáticos,
indivíduos que lutam contra esses fatores podem evitar os efeitos
negativos do aquecimento global. Energia elétrica e combustíveis são
pontos-chave, assim como hábitos de consumo e informação.
O Brasil é considerado, segundo o Relatório Nacional para a Conservação sobre Diversidade Biológica (1998), “o país mais rico
do mundo em biodiversidade ”. Isso não é incrível? Você consegue
imaginar o tamanho de nossa responsabilidade para gerir todo esse
patrimônio?
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