Biodiversidade
versus ”Populações Tradicionais”
Um
dos problemas citados por alguns autores em relação a preservação da
biodiversidade tem sido a permanência de populações “tradicionais em áreas de
conservação . Podemos definir como populações tradicionais os caiçaras ,
ribeirinhos, seringueiros, quilombolas, entre outros. Em geral são populações
que já habitam aquelas áreas a muitas gerações e vivem de forma harmoniosa com
o meio ambiente.
Muitas
das populações tradicionais são responsáveis pela conservação das áreas aonde
vivem, promovem o manejo sustentável das áreas naturais e ainda mantém a biodiversidade a salvo da exploração econômica.
Com
a criação das Unidades de Conservação (UCs) os governantes querem retirar as
populações tradicionais de seus territórios. As ONGs tem tido um papel fundamental
na tentativa de mudar o pensamento dos governantes com inúmeros projetos aonde
apostam na relação da conservação da biodiversidade e o envolvimento positivo
das populações tradicionais nos locais tem sido muito positivo para a
conservação das mesmas. A política ambiental não tem nenhum embasamento técnico
– cientifico não conseguindo manter a manutenção da biodiversidade e
diversidade cultural.
No
caso das populações tradicionais mantendo
as atividades das no interior de uma unidade
de conservação “gera e mantém” no seu interior a mesma biodiversidade que
existe e se mantém em áreas alteradas que não são protegidas. Em Unidades de
Conservação de uso sustentável, que permite a permanência de populações
tradicionais, as relações em jogo parecem apontar para um estranho e mal
colocado conflito entre os direitos das pessoas e o interesse público pela
conservação da biodiversidade. Contudo, em territórios dessa natureza as
variáveis que se colocam revelam um campo muito mais vasto e complexo de
relações que ultrapassam a simples dualidade entre a sociodiversidade e a
biodiversidade.
Referencias:
ARRUDA, R. “População
Tradicionais” e a proteção dos recursos naturais em unidades de conservação. Disponível
em: < http://www.scielo.br/pdf/asoc/n5/n5a07>.
Acesso em: 05 out.2013
OLMOS,
F. et al. Correção política e biodiversidade: a crescente ameaça das “
populações tradicionais” à Mata Atlântica In:
Ornitologia e Conservação : da
Ciência às Estratégias. Conservation Internacional/CNPq/Sociedade Brasileira
de Ornitologia, 2002.

