Você sabe o que é “Pegada Ecológica”?
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O primeiro passo é a conscientização.
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A partir das pegadas deixadas por animais na mata
podemos conseguir muitas informações sobre eles: peso, tamanho, força, hábitos
e inúmeros outros dados sobre seu modo de vida.
Com os seres humanos, acontece algo semelhante. Ao
andarmos na praia, por exemplo, podemos criar diferentes tipos de rastros,
conforme a maneira como caminhamos, o peso que temos, ou a força com que
pisamos na areia.
Se não prestamos atenção no caminho, ou aceleramos
demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém,
quando andamos num ritmo tranquilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar,
nossas pegadas são suaves.
Assim é também a “Pegada Ecológica”. Quanto mais se
acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos
na Terra.
O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo
exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são
rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da
Natureza.
A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma
estimativa. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo
com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e
absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos.
Isto considerando que dividimos o espaço com outros
seres vivos e que precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Afinal de
contas, nosso planeta é só um!
Seu estilo de vida diz tudo
Qual a relação entre o seu cotidiano e o meio
ambiente? Você já parou para pensar?
Água
Todos os dias você escova os dentes, toma banho,
lava as mãos, faz comida, lava a louça e a roupa, utiliza a descarga. Você já
pensou o quanto tudo isso consome de água por dia?
Para passar das conjecturas aos dados, verifique em
sua conta o total de metros cúbicos mensais e divida esse total por 30 dias e
pelo número de pessoas que moram na sua casa. Assim, você terá a sua média
individual diária calculada.
Somos hoje 6 bilhões de habitantes no planeta, com
um consumo médio diário de 40 litros de água por pessoa.
Um europeu gasta de 140 a 200 litros por dia, um
norte-americano, de 200 a 250 litros, enquanto em algumas regiões da África há
somente 15 litros de água disponíveis a cada dia para cada morador.
Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do
Estado de São Paulo (Sabesp), o consumo médio diário por habitante da cidade de
São Paulo é de 200 litros de água, considerado altíssimo.
Há grande desperdício, isto é, os paulistanos
deixam uma pegada ecológica excessiva, no que se refere à água. Certamente é
possível melhorar muito!
Energia elétrica
Diariamente, você faz funcionar luzes e
eletrodomésticos como chuveiros, computadores, liquidificadores etc. Também
ouve música ou notícias no rádio, assiste a programas de TV, lava e seca roupas
em máquinas, usa elevadores, escadas rolantes, climatização de ambientes (ar
condicionado ou aquecedores). Você já pensou em quanta Natureza é preciso
“empregar”
para fazer tudo isso funcionar?
No Brasil a maior parte da energia elétrica
consumida é produzida por hidro-elétricas, que exigem, para seu funcionamento, a
construção de grandes barragens.
Assim, com o aumento de consumo e a decorrente
necessidade de produzir cada vez mais energia elétrica, torna-se necessário
represar mais rios e inundar mais áreas, reduzindo as florestas, impactando a
vida de milhares de outros seres vivos, retirando comunidades de suas terras e
alterando os climas locais e regionais como aumento das superfícies de
evaporação.
Alimentação
Atualmente, muitas pessoas comem mais do que o
necessário. É o que mostram os altos índices de obesidade no mundo,
principalmente nas nações mais desenvolvidas. Mas comer em grande quantidade
não garante uma boa saúde, pelo contrário.
A alimentação é um item muito importante da nossa
qualidade de vida, mas, além disso, uma dieta natural e equilibrada é bastante
favorável à preservação dos ambientes.
O consumo de alimentos orgânicos ou naturais ajuda
a diminuir o uso de agrotóxicos e o equilíbrio alimentar leva a uma exploração
menos irracional dos recursos do planeta, reduzindo, em muitos aspectos, nossas
pegadas. Lembre-se de que não faltam alimentos no mundo e sim uma distribuição
mais justa.
Consumo e descarte
Quanto mais consumimos, mais lixo produzimos. Os
resíduos naturais, ou matéria orgânica, podem ser inteiramente absorvidos e
reutilizados pela Natureza, mas o tipo de resíduos que nossa civilização produz
nos dias de hoje, especialmente os plásticos, não podem ser eliminados da mesma
forma.
Eles levam milhares de anos para se desfazer no
ambiente. Você já mediu quanto você, sua família ou seu grupo de trabalho
produzem de lixo por dia? A média nos grandes centros urbanos é de 1kg por
pessoa. É muito lixo!
Mas você pode contribuir bastante se separar os
materiais descartados. Comece separando o lixo entre seco (reciclável) e o úmido
(orgânico). Você irá observar que o peso do seco é pequeno, porém seu volume é
enorme.
Já o lixo úmido, ocupa menos espaço, porém é
bastante pesado. Parte do lixo seco pode ser encaminhado para a reciclagem e o
lixo orgânico, por sua vez, pode ser destinado à compostagem.
Esta atitude pode ser difícil no início, pois é
necessário envolver todos que estão à sua volta, mas se você tem vontade de
fazer algo que realmente contribua com a preservação do nosso planeta, continue
tentando e implante a coleta seletiva.
Transporte
Quanto você se desloca por dia? De que forma:
carro, ônibus, trem, metrô, a pé ou de bicicleta? A maioria dos meios de
transporte que utilizamos em nosso cotidiano utilizam combustíveis fósseis, ou
seja, não renováveis.
Esta fonte energética que vem do petróleo, do
carvão e do gás natural polui o ar, principalmente nos grandes centros urbanos,
devido à enorme quantidade de automóveis.
Hoje em dia, a ciência e a sociedade civil têm
pressionado o poder público e a iniciativa privada na busca de soluções para a
poluição. Este enorme problema agrava o aquecimento global e ocasiona o aumento
de doenças respiratórias.
Por isso, um transporte sustentável tem de utilizar
eficazmente a energia, ou seja, transportar o máximo de carga possível gastando
o mínimo de combustível.
Daí a importância de se utilizar o transporte
coletivo e de se oferecer carona
sempre que possível. Andar de bicicleta e fazer
pequenos trechos a pé, também ajuda a reduzir sua pegada.
O que compõe a Pegada?
A Pegada Ecológica de um país, de uma cidade ou de
uma pessoa, corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e de mar,
necessárias para gerar produtos, bens e serviços que sustentam determinados
estilos de vida. Em outras palavras,a Pegada Ecológica é uma forma de traduzir,
em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade
“utiliza” , em média, para se sustentar.
Para calcular as pegadas foi preciso estudar os
vários tipos de territórios produtivos (agrícola, pastagens, oceanos,
florestas, áreas construídas) e as diversas formas de consumo (alimentação,
habitação, energia, bens e serviços, transporte e outros). As tecnologias
usadas, os tamanhos das populações e outros dados, também entraram na conta.
Cada tipo de consumo é convertido, por meio de
tabelas específicas, em uma área medida em hectares. Além disso, é preciso
incluir as áreas usadas para receber os detritos e resíduos gerados e reservar
uma quantidade de terra e água para a própria natureza, ou seja, para os
animais, as plantas e os ecossistemas onde vivem, garantindo a manutenção da
biodiversidade.
COMPOSIÇÃO DA PEGADA ECOLÓGICA
TERRA BIOPRODUTIVA:
Terra para colheita, pastoreio, corte de madeira e outras atividades de grande
impacto.
MAR BIOPRODUTIVO: Área
necessária para pesca e extrativismo
TERRA DE ENERGIA: Área
de florestas e mar necessária para a absorção de emissões de carbono.
TERRA CONSTRUÍDA: Área para
casas, construções, estradas e infraestrutura.
TERRA DE BIODIVERSIDADE:
Áreas de terra e água destinadas à preservação da biodiversidade.
De modo geral, sociedades altamente
industrializadas, ou seus cidadãos, “usam” mais espaços do que os membros de
culturas ou sociedades menos industrializadas.
Suas pegadas são maiores pois, ao utilizarem
recursos de todas as partes do mundo, afetam locais cada vez mais distantes,
explorando essas áreas ou causando impactos por conta da geração de resíduos.
Como a produção de bens e consumo tem aumentado
significativamente,
o espaço físico terrestre disponível já não é
suficiente para nos sustentar no elevado padrão atual.
Para assegurar a existência das condições
favoráveis à vida precisamos viver de acordo com a “capacidade” do planeta, ou
seja, de acordo com o que a Terra pode fornecer e não com o que gostaríamos que
ela fornecesse. Avaliar até que ponto o nosso impacto já ultrapassou o limite é
essencial, pois só assim poderemos saber se vivemos de forma sustentável.
Fonte: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/pegada_ecologica/
Os sítios abaixo permitem o calculo de sua pegada
ecológica:
- http://www.footprintnetwork.org/es/index.php/GFN/page/personal_footprint/
- http://www.earthday.org/footprint-calculator
Cálculos da PE levam a uma avaliaçâo da capacidade
de sobrevivência de um determinado sistema econômico ou população humana. Para
tanto, considera vários fatores como as atividades e a tecnologia ligadas ao
abastecimento com recursos consumidos e eliminação de resíduos produzidos.

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